tenho um tumulto

tenho um tumulto debaixo das unhas
verde como o inferno
um medo que revela o tempo em que eu brincava de tingir
minha janela que fechada deixava-os entrar
e aberta refletia o abismo
onde eles dançavam

pai e mãe
observando-me cotidianos e com poucas dúvidas

- quem, nesta vida, cuidará tão bem de ti como nós?

4 comentários:

Rafa Carvalho disse...

vixe!

Brunna disse...

Atingiu-me como qualquer coisa de súbito, e fiquei sem sequer saber se entendi ou se apenas senti.

um Olá e até mais

absentista disse...

Far-nos-ia gozosos, não fosse tão tolamente luminoso o seu haicai. Contudo, dos blogs que temos visto, entreteve-nos mais o seu, poetisa.

Fica-nos a vontade de escarnecer da sua ternura, mas também a de louvar o seu talento.


José Caetano Reis, em nome dos poetas absentistas.

Assis Freitas disse...

e quem não os haverá?



beijo