tenho um tumulto debaixo das unhas
verde como o inferno
um medo que revela o tempo em que eu brincava de tingir
minha janela que fechada deixava-os entrar
e aberta refletia o abismo
onde eles dançavam
pai e mãe
observando-me cotidianos e com poucas dúvidas
- quem, nesta vida, cuidará tão bem de ti como nós?
4 comentários:
vixe!
Atingiu-me como qualquer coisa de súbito, e fiquei sem sequer saber se entendi ou se apenas senti.
um Olá e até mais
Far-nos-ia gozosos, não fosse tão tolamente luminoso o seu haicai. Contudo, dos blogs que temos visto, entreteve-nos mais o seu, poetisa.
Fica-nos a vontade de escarnecer da sua ternura, mas também a de louvar o seu talento.
José Caetano Reis, em nome dos poetas absentistas.
e quem não os haverá?
beijo
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