diário do descobrimento

nau à vista

eu
os olhos dos peixes boiavam até morrer na praia
irmão devorou irmão
como a água é incapaz de perceber-lhe a própria forma

sombras colaram-se aos corpos
sete centímetros em direção à fronte avança o mar
eu deveria falar em ossos

mas eles não estavam lá

um hindu transparente
e duas vacas sagradas e mortas me contaram o que vi

3 comentários:

Sandrio cândido. disse...

ideia forte....
beijos

Brunna disse...

Incrível e delirante.

Assis Freitas disse...

sagração de olhares,


beijo