o menino

o menino dorme
longe dos meus braços existe o mar
existem velhas
algumas são pagãs e outras não
e as pagãs habitam sempre o lado esquerdo do sonho

longe do menino está Veneza
a morte batendo de porta em porta
um barco oscilando
entre o sonho de ser saudável e o medo de ser cinza

existe sempre um canal
alguns guiam para o mar e outros
não importa muito

o único cuidado que devemos ter é o de não acordar o menino

o menino alimenta a mãe
e é sempre preciso ter mãe


4 comentários:

Vital disse...

e o menino não desperta
se o verso delira.

Heyk disse...

Mariana, sugiro limar esse "e outras não"no quarto verso

no segundo estrofe, quarto verso saudável é um termo técnico, talvez são ou algo similar soaria mais em paz.

na terceira estrofe "e outros não sei" vale o mesmo tantos que a primeira passagem citada

vamos fazendo. e claro, não me leve a sério.

absentista disse...

Divertido poema.

absentista disse...

Divertido poema.