lippe


beijo o beijo que deixei nos seus lábios. recupero a lucidez que me sobra. a hora adiantou uma hora e também deixou um beijo no tempo. os olhos pararam, para sempre, de se mexer. com o sol parado os olhos ainda piscam.

faz frio?
já é dia? seu corpo inverteu
o céu,

é engraçado perceber.

nossos espíritos continuam deitados na cama e parecem felizes. mas não somos os donos desta rosa
- ninguém é -

ainda assim, cuidamos como se fôssemos.

1 comentários:

Esteban Porronett disse...

(a este le puse Olivia... suena parecido a tu nombre del medio)

Bailaste sobre nuestras mentes.
Pasaste abrazada a un tornado,
destrozaste la casa,
tiraste las cacerolas y los cuadros,
incendiaste los vasos,
las botellas
y los bares,
mis camisas, mis sombreros
y te fuiste...

Bueno, tremendo final para un cuento de hadas!
Tus imágenes rebotan en nuestros ojos tenues de invierno
como rebotaría el hachís en el paladar de un extrangero
sin calma.

Lo lindo es ke te permitas volver
a cometer más de todos estos desastres!

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