de Tadeu de Paula, sobre a pele da palavras
porque se acre
ditava livre quis caminhar até o oceano (ficava longe, haveria gelo
e os mapas eram falsos). a mochila era só de trapos, absorventes
internos, livros, ameixas secas e desejos. muitos desejos matulados. foi. o chão
comeu-lhe
os calçados, as unhas dos pés, os tendões e quase todo a
fã. mas era preciso desmontar-se antes
do fim do mundo. quem crê em integridões sofre por saber que teme espertezas maiores, pensava. a dor
de perceber
me
do assusta mais que o puro pavor. mas o mar
nem era
tão azul: dessa outra cor
os matagais sem-graça-nenhuma estavam cheios. e também o lodo no canto
do quintal que nunca secava nem na seca. vomitou na orla (água
e amei
xas destr
oçadas), viajar
mesmo ap édava
vert
ige ns e
nau
seas
. a pele grudenta de mar
esia deu-lhe a sonhada sensação. má heresia!
derre
ter-se. trans
bordar viscosidade e feder a concha. porque se cria livre, criou
um retorno. e
chegando
em casa encontrou só
esc
ombros, um sonho repulsivo (partir out
ras vezes
repart
ir)
e memórias que a mordiam quando tentava acariciá-las
1 comentários:
acho bonito como começa, porque poucos sabem que você -tadeu- está tão longe, em rio branco, mas que a nossa geografia é a do coração. e por isso tão próxima sempre.
amigo, irmão de fé.
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