um poema que ameace. se eu soubesse dar nós. as pálpebras piscando esperando que passem. essa multidão. os avós todos se despedindo. a carne azul dos pêssegos, meu primeiro pensamento todas manhãs. sombras autônomas seguindo passarinhos. esses passarinhos pescando como homens pacientes. um poema esperando com olhos abertos debaixo d'água. uma multidão de velhinhas sobrevoando a cidade. sombras sobre as pálpebras da manhã, nosso horizonte em carne. nós azuis e assim por diante.
1 comentários:
Nada de nadar na superfície, mergulhar é decantar o[s] sentido[s].
Belo texto!
Abs., bons caminhos...
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