os corações escondidos atrás das costas.
e cercávamo-nos com palavras: conhaque,
acaso. seus caninos se mostravam à frente dos nossos corações. fluorescentes,
minhas mãos eram ariscas: eu as escondia
desesperadamente, no silêncio cinza
do seu paletó, emprestados aos meus ombros com o mesmo carinho
de quem devora a sua presa.
embora conversássemos sobre: um polaco em comum,
as saudades da casa qual moraríamos ou o nome verdadeiro
desta flor
que nos envolve;
nós dois pensávamos em mar
e amávamos - cada um - a cidade
portuária que o outro imaginou.
cada gota carregava uma ressaca, e não haveria
areia o bastante para secar
os seus olhos de cão, as minhas feridas abertas.
a lua não brilhou porque simplesmente não queria,
mas nós
- infinitamente -
voltamos a nos encontrar:
os corações, então, oferecidos como flores.
3 comentários:
wow
que delicadeza linda!
maravilhoso.
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