ou carta a um pássaro sazonal
era você o pássaro de ponta cabeça que cumpria a vigília do fim do meu sono e ria o riso de minha mãe. era você, mãe, o amor daquele pássaro verde sorrindo seus olhos verdes a me repetir bom-dia infinitas vezes enquanto fosse dia em minha e sua vida. foi você, mãe, quem ensinou o amor aos pássaros-homens que amei.
eu sei que foi você.
ou, ao contrário do que imagino, algum pássaro te bicou a boca revelando-te - eu ainda no teu útero - os poetas dos quais eu mais gostaria?
alguma ave, mãe, te pousou a barriga?
vocês assoviavam tão lindas canções.
7 comentários:
lindo.
Ornitológicos esses últimos não é?
Já que era pra dizer, digo que esse "mãe" foi o que mais gostei.
Percebo coisa nova na sua poesia...
Quero mostrar um poema a você depois.
Beijo.
o blog está lindo! gosto muito de passear aqui :)
senti um útero nutrido de voz e vibração, que nunca tive...
toda a vida vira um sonho, não sei em que proporção, mas faz parte de vidas sonhadas.
sorrisos meus, quando passo por aqui en lindas poesias.
bjocas
ainda vejo as asas a ruflar de tanto voo,
beijo
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